No último dia 15, reunimos muita gente boa que tá fazendo dessa cidade um lugar melhor! Entregamos os votos de aplausos em clima de comemoração, pois sabemos que 2021 foi um ano desafiador para todos nós, seja para as organizações e movimentos que lidam com os direitos humanos, seja para a nossa mandata que estava aprendendo a caminhar no parlamento da cidade. Foi muito lindo acolher e ser acolhida por cada pessoa que representava espaços tão potentes e inspiradores. Vocês merecem todos os aplausos da nossa cidade!

Veja a minibio das mais de trinta organizações congratuladas na ocasião:

  1. Abayomi Juristas Negras – Em comemoração ao Novembro Negro – Mês da Consciência Negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo

A Coletiva Abayomi Juristas Negras é uma coletiva de afroempreendedorismo social. Criada em 2019, coloca em sua centralidade a pauta de gênero e racial. Formada por advogadas negras, foi pensada a partir da compreensão de que a balança da Justiça nem sempre promove o equilíbrio das desigualdades raciais no Brasil e com o intuito de promover a justiça racial dentro do Judiciário através da formação para que pessoas negras ocupem espaços de poder. Tem como um de seus pilares a filosofia africana Ubuntu, que, no Brasil, é bastante conhecida pelo sentido do “eu sou porque nós somos”, que está relacionado à lógica da coletividade como força e essência. Trata-se, portanto, de uma entidade que cumpre um papel de extrema importância na mudança no perfil de quem integra o Judiciário brasileiro que, infelizmente, ainda é formado pelos homens brancos é mais do que necessário, é urgente.

  1. Afronte Coletivo – Em comemoração ao Novembro Negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo.

Coletivo antirracista de estudantes negros e egressos da UFPE. O Afronte Coletivo nasceu no ano de 2015 na Universidade Federal de Pernambuco-UFPE com estudantes de diferentes áreas que buscavam no grupo encontrar um espaço seguro diante de tantas discriminações e dificuldades vivenciadas por esses estudantes negros e negras no ambiente acadêmico. Desde então o Coletivo foi se fortalecendo dentro e fora da universidade e desenvolvendo ações de enfrentamento ao racismo, organizando eventos, articulando-se com outros grupos e coletivos na busca por uma sociedade mais justa e igualitária. Desde seu surgimento, o Coletivo teve forte incidência com importantes articulações integrando inclusive a Articulação Negra de Pernambuco onde tem tido participação ativa nas atividades para o enfrentamento ao racismo. Aplaudimos a sua atuação e contribuição pela na luta pela vida do povo negro.

  1. Associação de Moradores de Três Carneiros – Pelo excelente trabalho de enfrentamento à fome e à pandemia da Covid-19.

A Associação de Moradores de Três Carneiros desenvolve um importante trabalho social junto à comunidade do Ibura desde 1980. Ao longo desses mais de 40 (quarenta) anos, a Associação vem ofertando à população, através de doações e parcerias, ações de auxílio jurídico, cursos profissionalizantes, de dança, fotografia e artes em geral, além de sempre realizar bazares beneficentes e oferecer espaço de leitura e estudo.

Durante a pandemia da covid-19, a entidade vem se destacando por sua atuação no enfrentamento ao vírus, com distribuição de materiais de limpeza e higiene pessoal e informando à população dos cuidados necessários para a prevenção. Diante da sua importância para a comunidade esta casa concede este voto de aplausos. 

  1. Articulação Negra de Pernambuco – Em comemoração ao Novembro Negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo.

A Articulação Negra de Pernambuco existe desde o ano de 2005, criada no processo de construção da “Marcha Zumbi +10”, com atuação até o ano de 2010. A ANEPE traz em sua história a construção de atos e eventos contra o racismo, a exemplo da “Marcha Zumbi +10” e da 1ª Conferência Estadual e Nacional da Igualdade Racial, ambos realizados no ano de 2005, tendo importante contribuição para a luta contra o racismo no estado de Pernambuco. 

Diante do contexto de crise democrática do país, perda de direitos e avanço da pobreza e violência que atinge principalmente a população negra, a ANEPE é reativada no ano de 2019 com a participação de mais de 20 coletivos, grupos e organizações com o objetivo de promover um enfrentamento ao racismo mais efetivo. 

Atualmente a atuação da ANEPE é reconhecida na sua forte incidência contra casos de racismo no nosso estado. Dito isso, diante de tudo que a ANEPE tem feito e representa para a luta do povo negro é mais do que justos esta casa oferecer estes votos de aplausos. 

  1. Coletivo Cara Preta – Em comemoração ao Novembro Negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo.

O Coletivo Cara Preta é um Coletivo de Juventude Negra de Pernambuco, com atuação na cidade do Recife e Região Metropolitana. O coletivo desenvolve ações de enfrentamento ao racismo visando principalmente o fortalecimento das juventudes negras na busca por uma sociedade mais justa e igualitária.  O Coletivo tem o enfrentamento ao racismo e às desigualdades como eixos norteadores de suas ações que se desenvolvem principalmente no campo das juventudes negras.

Com importantes articulações a nível local e nacional, o Coletivo integra a Articulação Negra de Pernambuco e a Coalizão Negra por Direitos onde tem tido participação ativa nas atividades desenvolvidas para o enfrentamento ao racismo e valorização da vida do povo negro. O Coletivo esteve presente em momentos importantes da luta da juventude e do povo negro a exemplo do 2º Encontro de Negras Jovens Feministas; da reunião de reativação da Articulação Negra de Pernambuco; do Encontro Nacional de mulheres negras, entre outros.

  1. Casa da Mulher do Nordeste – Pelos 41 anos

Nasceu em 1980, em pleno período de redemocratização do país, chegando a 41 anos de atuação em 12 de agosto de 2021. A construção da CMN teve como objetivo atuar na garantia dos direitos das mulheres e na construção de políticas públicas que garantam emprego, renda e que emancipassem as mulheres. Junto ao SOS Corpo, fez parte do grupo Ação Mulher e é uma das primeiras instituições feministas localizadas no Nordeste. Hoje atua na Rede Feminismo e Agroecologia do Nordeste, no GT de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia, na Articulação para o Semiárido Brasileiro – ASA e compõe a ABONG.

A história da Casa da Mulher do Nordeste está relacionada com as histórias das mulheres trabalhadoras do nosso estado, sejam elas rurais ou urbanas. No Recife, atuam nas comunidades do Passarinho, Córrego do Euclides e Totó, promovendo ações contra a violência doméstica e pensando na auto-organização dessas mulheres. No Sertão do estado, atuam na mesorregião composta por 12 municípios que formam a região do Sertão do Pajeú desde 2001, promovendo formação técnica em agricultura e em educação ambiental, cursos sobre sexualidade e formação política.

  1. Coalizão Negra Por Direitos – Em comemoração ao Novembro Negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo.

Hoje, uma das principais articulações do Movimento Negro é a Coalizão Negra por Direitos. Formada por cerca de 250 organizações, coletivos, grupos e entidades do movimento negro brasileiro, ela vem desde 2019 atuando contra a política de morte do Estado brasileiro estabelecida contra o povo negro. A defesa da Coalizão Negra por Direitos é pelo Bem viver da população negra e de direitos já conquistados ameaçados por uma política racista e conservadora. 

A capacidade organizativa da Coalizão negra por Direito se reflete nas suas diversas ações, conhecidas nacionalmente e internacionalmente. São manifestos, atos, campanhas, entre outras ações em prol da vida do povo negro. Diante da importância que a Coalizão tem hoje para a luta antirracista no Brasil, esta casa oferece este voto de aplausos. 

  1. Comissão de Igualdade Racial OAB-PE – Em comemoração ao Novembro Negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo.

Uma iniciativa que merece destaque dentro de uma das entidades com maior predominância de profissionais brancos é a comissão de igualdade racial da OAB que teve como data de Criação o dia 20/11/2018. A Comissão de Igualdade Racial promove o amplo debate sobre o racismo e relações raciais, disseminando o conhecimento e a formação, considerando que a igualdade de oportunidades passa, necessariamente, pela tomada de consciência dos direitos.

Dentre as finalidades da Comissão destaca-se levar o debate e discussões a respeito de leis e mecanismos de defesa antidiscriminatórios; promover o debate e informação quanto a identificação das práticas discriminatórias decorrentes do preconceito de raça e etnia, entre outras. Assim aplaudimos essa Comissão pela sua atuação no eixo advocacia, em articulação política, na educação e no empoderamento político das advogadas e dos advogados com vistas à superação do racismo.

  1. Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (GAJOP)  – Em comemoração aos 40 anos de luta por Direitos Humanos.

O Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares – GAJOP é uma entidade da sociedade civil, criada em 15 de novembro de 1981, com Status Consultivo Especial no Conselho Econômico e Social (ECOSOC) da ONU. O Gajop tem como missão “Defender e promover os Direitos Humanos, com foco no Acesso à Justiça e Segurança, em especial, dos segmentos socialmente vulneráveis, através da Educação em Direitos Humanos, do Controle Social e do Monitoramento de Políticas Públicas, visando à construção de uma sociedade digna, justa e democrática ”.

Ao longo desses 40 anos de atuação, o GAJOP tem incidência nacional na luta e defesa pelos Direitos Humanos principalmente das crianças e de adolescentes, integra a Rede Justiça Criminal, a Plataforma Brasileira de Políticas sobre Drogas e a Agenda Nacional pelo desencarceramento.  Assim, diante da grande contribuição da instituição para a defesa dos direitos humanos esta casa concede este voto de aplausos.

  1. Grupo de Estudos e Pesquisa em Raça, Gênero e Sexualidade Audre Lorde – UFRPE (GEPERGES) – Como reconhecimento à contribuição deste grupo de pesquisas no enfrentamento ao racismo e na promoção da igualdade racial, no estado de Pernambuco.

O Grupo de Estudos e Pesquisa em Raça, Gênero e Sexualidade Audre Lorde, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (GEPERGES UFRPE) é um importante grupo que tem pautado, na UFRPE, a discussão urgente sobre a interseccionalidade entre raça, gênero e sexualidade, em um contexto no qual sabemos que as mulheres negras, apesar de serem a força motriz dessa nação, estão com os empregos mais precarizados, além de serem maioria nos índices de desemprego do Brasil.

Nesse contexto, o GEPERGES, atualmente coordenado pela Professora Dra. Denise Maria Botelho, tem sido firme no fortalecimento do debate e da inserção da história e cultura afro-brasileira e africana na formação educacional, tanto de pesquisadores quanto para a sociedade como um todo, tornando notório o comprometimento e o empenho deste grupo com a educação antirracista, não sexista e o combate ao machismo e ao racismo, na cidade do Recife.

  1. Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero – Em referência ao Dia Mundial de Combate à AIDS por toda a sua atuação na defesa dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV/Aids

É uma organização filantrópica fundada em 1993, e atualmente fica localizada na área central do Recife, realizando importantes trabalhos que colocam em sua centralidade os direitos humanos das pessoas vivendo com HIV/AIDS, com diversos projetos, dentre eles, o fornecimento de apoio jurídico e psicológico.

Esta organização tem cumprido tarefas fundamentais, e tem sido reconhecida nacional e internacionalmente por sua atuação na “garantia dos direitos humanos, sociais, econômicos, culturais e ambientais das pessoas que vivem com HIV/AIDS, contribuindo com a superação do HIV e da AIDS e com a construção de sociedades democráticas, equitativas e de paz”.A Gestos tem atuado auxiliando e ajudando na formação de outros grupos e organizações da sociedade civil que também tratam da mesma temática.

  1. Grupo Curumim – Gestação e Parto – Pelos 32 anos

No dia 11 de agosto, a organização não governamental Grupo Curumim – Gestação e Parto completou 32 anos de fundação. Ao longo desse tempo, consolidou-se como uma importante organização em defesa dos direitos das mulheres. Tem atuado fortemente junto às parteiras, pelo fortalecimento e reconhecimento do seu trabalho, defendendo que esse ofício seja integrado ao Sistema Único de Saúde. Além disso, está na luta antirracista, na defesa de uma vida sem violência, com respeito aos direitos sexuais e reprodutivos junto às jovens e adultas, parteiras tradicionais e profissionais de saúde.

Destacam-se as suas  articulações políticas, a exemplo da Rede Feminista de Saúde, no conselho gestor do Centro de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no Comitê Municipal de Estudos de Mortalidade Materna, mas também nos movimentos feministas, como o Fórum de Mulheres de Pernambuco, na Articulação de Mulheres Brasileiras, além da Frente Estadual e a Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. 

  1. Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivos (GTP+)  – Em referência ao Dia Mundial de Luta contra a AIDS pela sua atuação na defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV/Aids

O GTP+ é uma Organização Não Governamental localizada no centro do Recife e que foi criada em 2000 com o objetivo de transformar arealidade de pessoas vivendo com HIV. Surgiu a partir da necessidade de se criar umainstituição coordenada por pessoas vivendo com HIV/Aids que “[…] gerasse napopulação usuária um sentimento de identificação e pertença”. Ao longo desses 21 anos de história, atendeu mais de 42 mil pessoas e, no local, é possível conseguir preservativos e materiais informativos, além de realizar testes rápidos para o HIV.

Dentre seus projetos, o GTP+ já contou com o Grupo de Teatro Turma da Prevenção, que, de forma lúdica, já realizou mais de 70 apresentações, além de fortalecer a autoestima e o exercício da cidadania de profissionais do sexo, de cuidar da segurança alimentar de pessoas vivendo com HIV através da Cozinha Solidária, bem como de fortalecimento para enfrentar a discriminação e as violências sofridas dentro do sistema penitenciário. Também promove ações de prevenção às ISTs nesses espaços. 

  1. Inaldete Pinheiro – Em comemoração ao Novembro Negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo.

Uma das principais referências da luta antirracista do nosso estado é Inaldete Pinheiro de Andrade. Inaldete nasceu no ano de 1946 na cidade de Parnamirim-RN e veio para Recife aos 20 anos de idade. Graduada em Enfermagem e com mestrado em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco, traz em sua história uma vasta contribuição para a luta contra o racismo e desigualdades sociais. Dentre os principais destaques da sua atuação está o fato dela ter sido uma das fundadoras do Movimento Negro em Pernambuco. Ativista em prol da valorização da cultura negra tem uma vasta produção bibliográfica que contribui para o ensino da história e das culturas afro-brasileiras e africanas. Além de ativista e pesquisadora, ela é uma das mais importantes escritoras negras de Pernambuco e sua produção é composta por uma série de livros, inclusive infanto-juvenis que tem como objetivo a valorização dessa cultura afro-brasileira e africana. Dito isso, esses votos de aplausos e todas as homenagens são mais que necessárias para essa nossa grande referência. 

  1. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) – Pelo seu aniversário de 112 anos, a ser comemorado em 23 de setembro de 2021, e por toda sua contribuição para formação técnica dos cidadãos Recifenses e Pernambucanos.

O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) é uma instituição de ensino médio, técnico e  superior centenária, que ao longo dos seus 109 anos de existência tem contribuído de forma direta na vida de milhares de jovens brasileiros, com um ensino público gratuito, de qualidade e socialmente referenciado. Presente em diversos municípios pernambucanos, oferta em nosso estado 78 cursos desde ensino médio integrado ao ensino técnico até cursos de pós graduação, distribuídos em 16 campus e diversos polos de ensino à distância.

O IFPE conta com um programa de cotas raciais e sociais para estudantes negros e indígenas, pobres e oriundos da escola pública, que dialoga com a realidade da cidade do Recife. Portanto, entregamos um voto de aplausos, como forma de reconhecimento a este Instituto centenário que é tão importante na formação acadêmica e social do povo recifense e pernambucano.

  1. Projeto Mão Amiga – Pela inauguração de sua nova sede

O Projeto Mão Amiga surgiu enquanto iniciativa de moradores do Coque, comunidade da periferia do Recife-PE, no ano de 2020, em plena crise pandêmica – pandemia esta que não era só de Covid, mas também de fome. Para continuar avançando e atendendo as pessoas em situação de vulnerabilidade, no dia 01 de setembro, o Mão Amiga inaugurou sua nova sede, na Avenida Central, 31, bairro de São José, Recife-PE. Com o crescimento do seu espaço físico, o projeto passou a oferecer um espaço de leitura para a comunidade. O Mão Amiga planeja oferecer cursos de pintura para crianças, reforço escolar, cursinho para o ENEM, cine-debate, formação de jovens e adultos e noções de primeiros-socorros. A partir daí, estabeleceu parcerias com pessoas e organizações para se consolidar. A Associação vem contribuindo com o enfrentamento às desigualdades sociais, aos diferentes tipos de opressões e pela construção de uma sociedade mais informada e justa.

  1. Movimento Nacional de Cidadãs Posithivas – Em referência ao Dia Mundial de Luta contra a Aids pela sua atuação na defesa dos direitos das mulheres vivendo com HIV/Aids

O Movimento é formado por mulheres vivendo com HIV e Aids, além de pessoas que convivem com a epidemia. Foi criado em 2004 para promover o fortalecimento de mulheres vivendo e convivendo com o HIV e a AIDS, independente de credo, orientação sexual, raça ou cor, ou orientação político-partidária e identidade de gênero em nível municipal, estadual, regional e nacional e internacional. Em seus debates ao longo desses anos de existência, estão na centralidade as questões que envolvem as mulheres, não só em termos do HIV em si, mas outras temáticas sociais, como o desemprego a violência contra a mulher, um problema de extrema gravidade em nosso país, e o contexto da pandemia de Covid19 e os impactos na vida das mulheres vivendo com HIV/Aids.

Além disso, têm desenvolvido as discussões sobre direitos sexuais e reprodutivos, prevenção, efeitos colaterais, juventude e envelhecimento, saúde mental, a importância do Sistema Único de Saúde, dentre outros temas. Em relação às especificidades do HIV/Aids na vida das mulheres, o MNCP traz à tona, além do estigma, o abandono e o sofrimento que elas vivenciam, que são agravados pelo fato do sexismo e o racismo que estrutura as relações sociais. 

  1. Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) – Em alusão ao dia das Organizações Populares, comemorado em 3 de setembro

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto é um importante movimento urbano de luta por moradias. Nascido em 1997, ele inicia suas atividades como contraponto à um esvaziamento das políticas públicas para resolução do histórico déficit habitacional no país. A atuação MTST é baseada em construir ocupações em áreas urbanas que não cumprem função social, e consequentemente incorporarem a luta por moradia digna como assegura a Constituição Federal. 

O movimento é atuante em 12 estados e no DF, e chegou em Pernambuco em 2015. Em meio a pandemia, nesse ano de 2021, inaugurou uma cozinha solidária, na Vila Santa Luzia, que tem fornecido refeições diárias às pessoas que estão com fome, como parte de um projeto nacional do movimento.

  1. Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFPE (NEAB-UFPE) –  Em comemoração ao novembro negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo, através do fomento ao Ensino, Pesquisa e Extensão acerca de questões Étnico-raciais.

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal de Pernambuco (NEAB), que, atuando no campo da pesquisa, do ensino e da extensão, promove ações que visam apreender as diversas dimensões das relações étnico-raciais e do seu fenômeno socioeducativo e filosófico, contribuindo, assim, para a difusão de estudos sobre História e Cultura Afro-brasileiras. A atuação do NEAB constitui-se necessária em uma nação composta em sua maioria por negros e negras e que, durante muito tempo, experenciou um apagamento de sua história nos currículos acadêmicos e escolares.

 A História dita oficial, quando muito, resumiu as relações étnico-raciais ao capítulo do tráfico de pessoas negras para o Brasil e ao processo de escravidão. Desta feita, discutir as relações étnico-raciais contribui para o resgate da história e da memória da população negra, sua cultura, luta e resistência contra a escravidão, bem como somam esforços na luta contra o racismo e na promoção igualdade racial.

  1. Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFRPE (NEAB-UFRPE)  – Como reconhecimento à contribuição desde núcleo no enfrentamento ao racismo e na promoção da igualdade racial, no estado de Pernambuco.

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal Rural de Pernambuco (NEAB UFRPE), atualmente coordenado pela Professora Dra. Maria Emília Vasconcelos, tem sido um importante instrumento na discussão do enfrentamento ao racismo em sua completude, sobre o fim do extermínio da juventude negra e condições sociais de igualdade para negros e negras no estado de Pernambuco e no Brasil. O NEAB tem dado contribuições significativas na garantia dos Direitos Humanos, sobretudo da população negra.

O núcleo promove debates, discussões e atividades que têm como objetivo elevar a consciência da comunidade acadêmica e da comunidade externa, no tocante à cultura afrobrasileira, ao enfrentamento ao racismo e suas consequências, pautando a igualdade racial, colocando a discussão da raça com centralidade.

  1. Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da UNICAP (NEABI-UNICAP) – Em comemoração ao novembro negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo, através do fomento ao Ensino, Pesquisa e Extensão acerca de questões Étnico-raciais e Ensino de história da África e da cultura Afrobrasileira e indígena.

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas – NEABI/UNICAP destaca-se como uma das importantes organizações que, atuando no campo da pesquisa, contribui para esse enfrentamento ao racismo. Criado pela Resolução 001/2010 da Universidade Católica de Pernambuco com o objetivo de articular e promover atividades de ensino, pesquisa e extensão, de caráter interdisciplinar, há 11 anos que o NEABI lança luz acerca da necessidade de superação do racismo estrutural, sendo a universidade um dos ambientes onde a reprodução do racismo institucional se faz presente e latente, por, historicamente, ser um lugar de difícil acesso para a população negra e não só, o racismo também está enraizado na própria produção do conhecimento. Dessa forma, o NEABI ao propor-se à tarefa de mexer nessa estrutura através da pesquisa e da democratização do conhecimento, convida a educação a um processo de autocrítica necessário para que esta possa cumprir o papel de enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade racial.

  1. Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Pernambuco (OAB-PE) – Em razão da colocação de placas que respeitam a identidade de gênero de pessoas Trans (transexuais/travestis/transgênero) nos banheiros da sede da instituição.

A luta das pessoas transexuais, travestis e transgêneros avançou graças às pessoas que dedicaram a sua vida a esse objetivo, mas ainda há muito a ser conquistado. Foi visando se somar a essa luta que a OAB-PE, em uma contribuição simbólica, colocou placas nos banheiros da sua sede com o seguinte texto: “A OAB-PE Respeita a diversidade. Sinta-se à vontade para utilizar este banheiro de acordo com a sua identidade de gênero”.

A colocação das placas foi uma demanda apresentada pela Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero e acolhida pela presidência da OAB-PE. No entanto, desde a colocação das placas, um grupo de advogados protocolou uma ação para retirada delas. Ser impedido(a/e) de frequentar ambientes reservados à identidade de gênero com a qual se identifica, coloca as pessoas trans em situações constrangedoras que ferem a dignidade e a honra dessas pessoas.

  1. Movimento de Mulheres Olga Benário – Pelos 10 anos

O movimento leva o nome de Olga BenárioPrestes, alemã de origem judaica, militante da organização juvenil do Partido Comunista Alemão, companheira de Luiz Carlos Prestes, que executada em uma câmara de gás durante o período nazista, em 1942, na Alemanha. O Movimento de Mulheres Olga Benario presta homenagem a esta mulher que não desistiu da luta, mesmo em situações adversas. O movimento atua em 20 estados do Brasil.

Foi fundado no dia 08 de março de 2011, com o objetivo de atuar pelo fortalecimento político das mulheres como protagonistas da luta contra as desigualdades de gênero e pelas transformações sociais, tem como prioridade de atuação a defesa de políticas públicas e por uma sociedade sem opressões. No Recife, o movimento atua em comunidades populares, ocupações urbanas, ocupações de mulheres, em escolas, faculdades, universidades, praças públicas, enfim, onde existam mulheres em conflito de gênero, social e político.

  1. Centro de Ensino Popular e Assistência Social de Pernambuco Santa Paula Franssinetti (CEPAS) – Pelos 38 anos

É uma instituição localizada na Comunidade da Vila Santa Luzia, no bairro da Torre, Zona Oeste do Recife. Foi fundada em 1983 pela freira suíça Paula Baumberg, inicialmente com o intuito de contribuir com uma creche autogerida pelas mães da comunidade, até então denominada Vila da Prata. Ao longo dos seus 38 anos de história, o Centro teve diferentes atuações em prol da comunidade da Vila Santa Luzia e da cidade do Recife, atuando em dez eixos importantes, como no fortalecimento cidadão e institucional, que auxilia os moradores na emissão de documentos, no eixo de habitação, na tentativa de regularização fundiária do território da Vila Santa Luzia e em projetos habitacionais, no eixo de trabalho e renda, auxiliando cooperativas, atuando na qualificação da mão de obra da comunidade, em áreas como construção civil, serviços domésticos, manipulação de alimentos, estética e beleza. Além disso, os eixos de educação, esporte, cultura e lazer, de segurança alimentar e nutricional, meio ambiente e captação de energias limpas, saúde, comunicação social, assistência social e mobilidade também são áreas de atuação e de interesse do CEPAS.

  1. Quilombo Marielle Franco – Em comemoração ao Novembro Negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo.

O Coletivo nasceu no ano de 2018 na Universidade Católica de Pernambuco, com o objetivo de fortalecer estudantes negras e negros da referida universidade contra o racismo vivenciado cotidianamente dentro e fora da instituição. O encontro desses estudantes revelou que eram tantos os elementos comuns à trajetória do povo negro no ensino superior que o interesse por um “aquilombamento” se fazia cada vez mais forte, assim, após o assassinato da vereadora Marielle Franco, decidem que a luta coletiva era necessária, como eles mesmo afirmam: “pela existência, pela vivência, por ocupar os lugares que os nossos ancestrais construíram com suas vidas e temos o direito de usufruir”. Aplaudimos a atuação do Quilombo Marielle Franco na luta por condições equânimes para estudantes negros e negras como sua principal estratégia de enfrentamento ao racismo. 

  1. Rede de Mulheres Negras de Pernambuco – Em comemoração ao Novembro Negro – mês da consciência negra, e por toda sua contribuição para a luta contra o racismo

A Rede de Mulheres Negras de Pernambuco é uma organização política não formalizada, sem fins lucrativos e sem filiação partidária, composta por mulheres negras de diferentes setores da sociedade, faixas etárias e das 4 regiões do estado.  A Rede foi criada a partir da culminância da Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e Pelo Bem Viver e de uma Marcha em Recife, ambas em 2015. Ela tem como seu principal objetivo o enfrentamento ao racismo e ao sexismo, com atuação na promoção de estratégias de valorização das mulheres negras em diferentes esferas da sociedade, em atividades formativas e de incidência política.

Com importantes articulações, a Rede integra e faz parte do Núcleo Gestor da Articulação Negra de Pernambuco, da Rede de Mulheres Negras do Nordeste, da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) e Coalizão Negra por Direitos. Assim, é hoje uma das principais organizações da luta antirracista do nosso estado e que merece ter sua atuação aplaudida nesta casa. 

  1. Rede de Articulação Caminhada dos Terreiros de Pernambuco (RACTPE) – Pela  defesa da vida e liberdade religiosa do provo negro do nosso Estado, principalmente, em Recife

A Rede de Articulação Caminhada dos Terreiros de Pernambuco surgiu em meados de setembro do ano de 2007 com a organização de movimentos negros e de terreiros para realizarem a 1ª Passeata dos Terreiros de Matriz Africana Contra a Discriminação Religiosa, que aconteceu em 1º de novembro daquele ano. Ao denunciar e lutar contra o racismo religioso em Pernambuco, a Rede de Articulação Caminhada dos Terreiros de Pernambuco cumpre uma importante tarefa em defesa da vida e liberdade religiosa do provo negro do nosso Estado, principalmente, em Recife, que é uma das capitais com maior número de terreiros e tem maioria negra de sua população.  Essas movimentações são reflexos da resistência do povo negro e da organização para uma sociedade melhor para todos e todas, pois, uma cidade sem racismo é um lugar melhor para todas as pessoas que nela vivem.

  1. Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS – Em referência ao Dia Mundial de Luta contra a AIDS pela sua atuação na defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV/Aids

É uma organização nacional que surgiu em 1995, sem vínculo político-partidário e religioso e que tem sua atuação na promoção do fortalecimento das pessoas soropositivas para o HIV, independente de gênero, orientação sexual, credo, raça/cor ou etnia e nacionalidade. Pretende proporcionar às pessoas vivendo com HIV/AIDS a chance de se encontrar, tomar atitudes frente à sua condição sorológica, preparar táticas mediante as quais se desenvolva o indivíduo, combater o isolamento e a inércia, promover a troca de informações e experiências e melhorar a qualidade de vida de quem vive com HIV/AIDS. Por isso, tem como princípios a troca de experiências e informações; o enfrentamento ao medo, à desinformação, à discriminação e aos preconceitos que as pessoas vivendo com HIV/Aids vivenciam cotidianamente, além de denúncia de ações que desrespeitem os direitos humanos; fortalecimento das pessoas; fomento de frentes parlamentares e da luta por políticas públicas. 

  1. Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE) – Em comemoração ao dia 15 de outubro – dia das professoras e professores, e por toda sua contribuição para formação das crianças recifenses

Na nossa cidade, temos um dos principais sindicatos com atuação de profissionais do campo da educação, o Sindicato Municipal dos Profissionais do Ensino da Rede Municipal do Recife (Simpere). Fundado em 1992, o Simpere tem na sua história uma longa trajetória de luta e reivindicações em prol da categoria e da educação municipal do Recife. Mesmo oficializado em 1992, ano em que esses profissionais do ensino se juntavam à população pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor, a atuação da categoria já ocorria desde 1985, durante as Diretas Já, em meio à Ditadura Militar, reunidos por meio da Associação Municipal dos Professores da Rede do Recife – Ampere. Falar da atuação de professoras e professores na cidade do Recife requer reconhecermos esse histórico e a relevância da luta do Simpere que tem como objetivo central realizar a defesa dos interesses da categoria e da educação no nosso município.

  1. Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Pernambuco – Pelo Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica – 27 de Abril

Sindicato foi registrado em cartório no dia 05 de novembro de 1988, um mês após a promulgação da Constituição Federal. Tem mostrado a necessidade de se reconhecer o valor social do trabalho doméstico e das desigualdades que a pandemia tem evidenciado. A entidade mostra também que o movimento de trabalhadoras domésticas se constitui um verdadeiro movimento feminista negro, pois vai além da luta trabalhista em si, questionando as estruturas patriarcais e racistas. As integrantes do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Pernambuco têm trabalhado incansavelmente para denunciar a exploração sobre a qual as trabalhadoras viviam e que se agravou com a pandemia de Covid19 e, principalmente, de conscientizá-las sobre os seus direitos. 

  1. SOS Corpo – Instituto Feministra Para a Democracia – Pelos 40 anos

Fundado em 1981, com sede na cidade do Recife. Hoje, o SOS Corpo representa uma das principais organizações feministas com atuação local, nacional e internacional que buscam a emancipação das mulheres, além de contribuir com a construção de uma sociedade democrática e igualitária com justiça socioambiental. Ao longo dos 40 anos de história, o SOS Corpo esteve pautado no princípio da busca da transformação social através da atuação dos movimentos sociais e de mulheres populares. A organização tem sido um espaço de luta e resistência de mulheres do Brasil e do mundo. Sua sede e seu corpo profissional sempre esteve à disposição do fortalecimento das pautas das mulheres. Na busca dessa sociedade mais justa e igualitária, a instituição vem desenvolvendo ações nas áreas da educação, pesquisa, comunicação e ação política. 

  1. Tiago Paraíba – Eleito novo presidente do Partido Socialismo e Liberdade em Pernambuco (PSOL-PE)

O 7º Congresso do Partido Socialismo e Liberdade em Pernambuco (PSOL-PE) finalizou suas atividades no dia (12/09) deste ano, após recorde de participação e um extenso debate sobre a conjuntura política e os novos desafios do PSOL. Na ocasião, Tiago Paraíba, 33 anos, recifense do Alto do José do Pinho, foi escolhido para liderar o partido neste momento crucial de Pernambuco pela sua ampla experiência partidária, nos movimentos sociais e capacidade política na formulação e diálogo. Tiago Paraíba, que cursa Economia e milita no movimento negro, foi eleito com 60% dos votos. Ao fim do congresso, chamou a militância para disputar as ruas e as redes na consolidação da campanha Fora Bolsonaro. “É determinante a unidade de todas as forças de esquerda e populares para derrotarmos este projeto fascista e ultraliberal. O povo brasileiro sofre com o aumento do gás de cozinha, da comida, da inflação, entre outros. A fome e o desemprego voltaram a assombrar a população. O PSOL tem maturidade política e base social para contribuir nessa luta pela superação do bolsonarismo que despreza o nosso povo”. Temos a certeza de que Tiago Paraíba caminhará com o PSOL em Pernambuco ao lado dos movimentos e lutas sociais e do povo que mais precisa da política no nosso Estado.