Nesta quinta (03), ocorreu uma reunião pública na Câmara Municipal do Recife para discutir a importância da profissão do sociólogo e da socióloga na sociedade e também na nossa cidade. Essa reunião faz parte de uma série de diálogos e ações que visam a aprovação do Projeto de Lei Ordinária (PLO) de autoria de Dani Portela, mas que surgiu de uma demanda da Associação Nacional dos Sociólogos e Sociólogas. O PLO 329/2021 quer criar na cidade o Dia do Sociólogo, a ser comemorado no dia 10 de dezembro, em alusão à data que regulamenta e reconhece a profissão de sociólogo no país. 

O sociólogo interpreta as realidades e organizações sociais, mas também atua com suas ferramentas para apontar caminhos melhores e mais justos nas relações sociais. As ciências sociais vêm sofrendo com uma perseguição sistemática do governo, seja na flexibilização com as mudanças da grade curricular do novo ensino médio, ou nos cortes do orçamento da pesquisa na área das ciências humanas. Por esse motivo, é tão importante a realização de reuniões públicas como essa. 

Dani iniciou a reunião afirmando que “a instituição de um dia no calendário municipal que contemple essa profissão é uma oportunidade de se trabalhar a importância da Sociologia nas escolas, nas bibliotecas municipais, nas comunidades, nos órgãos públicos, de construir diálogo com as universidades, dentre outros, mas também nos provoca a discutir por que é tão importante ter a presença desses profissionais nos mais diversos espaços.”

Tivemos também a presença da pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco, Cibele Rodrigues, que afirmou que “a Sociologia nos ensina sobre os problemas urbanos, o problema da falta de moradia, da falta de emprego, a pobreza extrema, mas também nos ensina sobre arte, sobre religião, que é um tema importantíssimo”.

A nossa mandata tem discutido as complexidades e desafios da profissão dentro da atual conjuntura que vive o país. O papel que os profissionais da Sociologia cumprem é fundamental para os movimentos sociais, organizações que atuam pela justiça social e para a educação brasileira, e é cada vez mais urgente reconhecer isso.